Desafios para o EAD na Educação Profissional

Desafios para o EAD na Educação Profissional

Os desafios são enormes, tanto para professores, alunos e instituições. A educação profissional no Brasil hoje é uma opção às classes mais carentes, no intuito de conseguir uma boa qualificação para o atual mercado de trabalho. O público é constituído praticamente de jovens (terminando ou com o segundo grau completo) ansiosos por oportunidades, independência financeira e realização profissional.

Acredito que os cursos de educação profissional deveriam estar conectados com as tecnologias e avanços da comunicação, pois a chave para a inovação na educação profissional estão nos dispositivos móveis. Pelas informações que tenho lido, cada vez mais os dispositivos móveis ganham espaço na vida das pessoas, tudo está concentrado naquele pequeno aparelho em nossas mãos, bancos, documentos, fotos, informações, etc… Tanto os Desktops, Notebooks e Tablets estão virando peças museu, ferramentas ultrapassadas para o usuário normal habituado com tecnologias, redes sociais e afins.

Penso que com os melhoramentos nas tecnologias móveis (4G, 5G), mini processadores mais potentes nos telefones e o aumento no tempo de autonomia das baterias (uma grande solução para todos), não será difícil atingir esse tal público, já que segundo dados da Anatel o Brasil terminou dezembro de 2018 com 229,2 milhões de celulares e densidade de 109,24 cel/100 habitantes, ou seja, mais de um celular por pessoa.

Penso que inovar seria atingir o público que necessita, por exemplo a escola ir até o aluno e não ao contrário (como foi feito por décadas), fazer parte do novo, das tecnologias e inovações nas telecomunicações, conversar e dialogar com os jovens (falando a mesma língua), mas não esquecendo da convivência, dos relacionamentos ao vivo, do olho no olho, do ambiente escolar e de formação.

Pois não devemos olhar as novidades e as tecnologias como um fim, e sim um meio para contribuir na formação profissional daqueles que anseiam por esse conhecimento.

Sei que a tarefa é ardúa e, a educação continua resistente a essas “novidades” e falar a respeito disso causa certo desconforto no pessoal da pedagogia. Mas vejo que não há como retroceder e continuar apenas fazendo as mesmas coisas, aguardando ter resultados diferentes.

Por Fernando Keller

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